sexta-feira, junho 22, 2012


Meu aniversário

Hoje é meu aniversário! Eu AMO fazer aniversário e nem ligo pra essa coisa de idade...nunca liguei. 
Sempre fiquei animadona quando meu aniversário estava pra chegar, avisando todo mundo para que ninguém esquecesse.

Eu era daquelas chatas, que ficava MEGA chateada quando alguém esquecia de me dar os parabéns...triste mesmo, achando que a pessoa não estava nem aí pra mim. Isso passou, como muitas coisas que passam com a idade.

É claro que eu gosto de receber os parabéns, mas acho mais importante o carinho que as pessoas têm comigo o ano inteiro e não apenas em um dia. Nossa vida é tão corrida que acho absolutamente normal que alguém deixe passar o meu dia...não ligo mesmo.

Hoje acordei meio tristonha, mas já recebi tanto carinho de tantas pessoas queridas que estou leve. Leve e feliz por ter tanta gente bacana na minha vida. Por ter uma família linda, um marido maravilhoso e  filhos tão perfeitos! To feliz, só isso! E eu mereço!

Viva EU!!!!
9

terça-feira, junho 19, 2012


Alimentação

Essa é mais uma história que comprova que quando viramos mães, tudo que haviamos dito antes, volta com tudo na nossa testa.

Eu sempre achei um absurdo criança que não sabe o que está comendo. Uma vez vi na Oprah (hohoho) uma entrevista com a Jessica Seinfeld (mulher do Jerry) em que ela ensinava a fazer vários pures de legumes para que a criança comesse os tais sem se dar conta. Ela até escreveu um livro ensinando as mães a disfarçarem verduras e legumes no meio da comida, para que as crianças não percebessem que estavam comendo. 

Eu ali, casada, sem filhos, cheia de sobrinhos pra eu "julgar" a educação, achava aquilo UM ABSURDOOOO. Criança tem que saber o que come, tem que saber a importância de ingerir todos os tipos de alimento, tem que saber os benefícios da alimentação saudável....e todo um discurso lindo sobre o que eu faria quando tivesse meus próprios filhos.
Criança que come essas coisas escondidas na comida não vai criar bons hábitos alimentares e vai crescer achando que não gosta mesmo dessas comidas. É importante oferecer, insistir e bla bla bla.

Vejam bem, eu ainda acredito em todo esse meu discurso, mas na prática a história é bem diferente, né não?

André sempre comeu de tudo. Sempre me orgulhei da qualidade da sua alimentação, variedade de pratos, verduras, legumes, nada era um problema. Ele sempre provou de tudo e gostava de quase tudo....mas então ele foi crescendo e virando um chatinho seletivo que não gosta de mais nada.

Eu disse NADA! NA-DA!

Ele come o basicão e cismou que não gosta de nenhum "verdinho". A minha reação foi normal...continuei oferecendo, explicando, pedindo pra provar, dizendo que ele sempre gostou, que é uma delícia, que é importante, que é saudável....

Se na nossa época os pais apelavam para o espinafre do Popeye, eu apelo para os personagens que ele ama.

- Sabe por que o Peter Pan usa roupa verde? Porque verde é a cor favorita dele....ele ama tudo que é verde. Ama brócolis, espinafre, alface...
- Sabia que no feijão tem ferro??? Por isso que feijão é a comida favorita do Homem de Ferro.
- Filho, olha só esse brócolis, não parece uma teia de aranha?? Foi o homem aranha que fez....

Espertinha eu, né? Mas nada funcionou...ele não come mais. Só quer saber do macarrão, carninha, arroz, estrogonoff....nada de verdinhos.
E o que eu comecei a fazer??? O que a Jessica Seinfeld mandou!

Espinafre misturadinho no feijão. Arroz com brócolis escondidinho embaixo do feijão.  Carne moída com leguminhos picados minimanente para que não possam ser vistos....enfim, to escondendo os verdinhos pra ele comer e me sentindo péssima.

O que vcs fazem, mamies lindas? Help me!!!!

* A Nana come tudo e mais um pouco, verde, amarelo, azul...com ela não tem tempo ruim, come o que estiver no prato e pede mais. Espero que continue assim!!!! :-)
17

sexta-feira, junho 15, 2012


Será que é pedir muito??

** Esse post está concorrendo como "melhor post do mundo", concurso realizado pela Limetree e Minha mãe que disse.



Eu quero que o meu filhote seja um cara bacana. 
Quero que ele seja um cara que educado, gentil e respeitoso, especialmente com os mais velhos - não por hierarquia, mas por entender que com experiência vem sabedoria.
Quero que dê valor pra família e que sempre se sinta amparado e acolhido. E que ao ver o carinho entre mim e seu pai, possa reproduzir com sua própria família.
Quero que ele saiba tratar as mulheres com respeito e consideração. Que procure não magoar, mas que se for magoado, não deixe de acreditar no amor.
Quero que ele seja sensível e que não tenha vergonha de expor seus sentimentos.
Quero que ame os animais e que saiba tratá-los com carinho.
Quero que seja inteligente e que saiba tirar proveito de todas as oportunidades que tiver na vida. 
Quero que saiba escolher uma boa profissão, que respeite suas aptidões pessoais e ambições.
Quero que saiba lidar com o dinheiro, que o enxergue como meio e não como fim. Que  enxergue as diferenças sociais e encontre a sua própria maneira de fazer a sua parte.
Quero que tenha boa autoestima, que se olhe no espelho e fique feliz com o que vê e que olhe pra dentro e fique mais feliz ainda com o que é.
Quero que tenha humildade para não se achar melhor do que os outros, mas que saiba que é o melhor que pode ser.
Quero que seja paciente pra lidar com os obstáculos e persistente a ponto de superá-los.
Quero que tenha bom humor porque assim a vida é muito mais fácil.
Quero que tenha sonhos, planos e projetos e que saiba ir atrás deles.
Quero que tenha muitos amigos para que aprenda o quanto são importantes na nossa vida.
Quero que cuide da mente, do corpo e do 'espírito' na mesma proporção e de nenhum deles ao extremo.
Quero que tenha saúde sempre!

Hoje em dia eu tenho certeza de que quero muito mais por ele do que por mim e que vou fazer a minha parte pra tentar ensinar pelo menos algumas dessas coisinhas aí de cima.
E o que eu mais quero mesmo, é que ele saiba que todas as vezes que ele tiver medo ou que precisar de mim, eu vou fazer a mesma coisa que eu fiz agora pouco quando ele ficou com medo do trovão - vou pegar na mãozinha e dizer: "tá tudo bem, filho...a mamãe tá aqui! E eu vou ficar aqui o tempo que você precisar"
3

quinta-feira, junho 14, 2012


Medo e o melhor post do mundo.

** Esse post está concorrendo como "Melhor post do mundo", concurso realizado pela Limetree e Minha Mãe que Disse





Medo

Eu tinha medos....tinha muitos medos sérios quando eu era mais nova.
Tinha medo de pombos, medo que eles chegassem perto de mim, que fizessem cocô na minha cabeça (o que já aconteceu uma vez, na escola), medo do barulhinho nojento que fazem.
Tinha medo de barata, de lagartixa. Medo de altura, medo daqueles de apertar forte a mão de alguém quando o avião está prestes a decolar. Tinha medo de ter pesadelos, especialmente um pesadelo específico que se repetiu por muitos anos.
O maior de todos os meus medos era sapo. Chamava de pavor, fobia. Não conseguia sequer encostar em um sapo de pelúcia, que a minha mão tremia involuntariamente. Uma vez um amigo fez uma piadinha e disse "olha o sapo", quando não havia nenhum....e eu chorei uns 15 minutos com a mera possibilidade.
Era um medo legítimo, um medo que doía dentro do peito e me enchia de raiva quando alguém fazia graça ou achava que era frescura. Medos não são frescuras, até mesmo os medos mais bobos são doídos e fazem sofrer.

Eu cresci, tive filhos e meus medos mudaram.
Não vou dizer que tenho vontade de pegar os sapinhos no colo e fazer carinho, mas eles têm uma importância muito pequena agora. Hoje sou capaz de passar por um deles e ainda abaixar pra mostrar para as crianças, ainda que de longe.
Hoje em dia acho besteira o medo irracional de um sapo de pelúcia e certamente um dia acharei absurdos os medos que eu tenho hoje, mas os meus medos verdadeiros de hoje me trazem dor sim e são tão legítimos quanto eram os medos anteriores.

Tenho medo que o meu menino tímido seja deixado de lado na escola, que os amigos impliquem com ele e não o chamem para brincar. Tenho medo que ele não saiba se defender ou que não saiba expor seus argumentos e seja injustiçado. Tenho medo que a minha gatinha autoritária seja excluída pelas amiguinhas. Tenho medo que a chamem de chata e não a deixem brincar. Tenho medo que eles sejam humilhados por alguma falha momentânea, tenho medo que lhes digam que eles não são capazes de realizar alguma tarefa. Tenho medo que elem sofram porque um amiguinho saiu da escola ou porque a amiguinha pegou um pedaço do seu lanche sem pedir.
E muito embora acredite que essas coisas todas são importantes para o crescimento dos pequenos, gostaria de evitar todo e qualquer sofrimento deles.

Tenho medo que caiam da escada ou do brinquedo ou do escorregador. Tenho medo que engasguem com um pedaço de maçã. Tenho medo que escorreguem na chuva e caiam de bunda no chão. Tenho medo que passem frio e peguem um resfriado. Tenho medo que a tosse vire pneumonia. Tenho medo que eles tenham que ficar no hospital. Tenho medo de vê-los doente. Tenho medo de faltar para eles e de vê-los necessitando de algo que eu não posso dar. 

Tenho medo de não estar por perto quando eles tiverem medo, pra poder dizer que vai passar. Ou então dizer que nunca vai passar, mas que eu vou continuar ali pertinho.

Um dia chegará o medo das más companhias, o medo do adolescente na rua até tarde, medo de que peguem carona com alguém que bebeu além da conta e muitos outros medos que hoje não significam nada pra mim!

Hoje eu tenho medos bobos e medos racionais - todos eles igualmente sinceros e legítimos até que passem e cheguem os novos.
1

quarta-feira, junho 06, 2012


Intoxicação alimentar

A história:

Sexta feira a moça que trabalha comigo não foi trabalhar e eu, trabalhando em casa, fiquei com preguiça de fazer comida. Descongelei um Strogonoff Sadia e comi. O sabor não estava alterado e nem o cheiro.

Peguei as crianças na escola e preparei uma comida fresquinha pra eles, porque eu não gosto de dar congelado, e só conclui que estou mesmo muito certa em não dar.

Comecei a passar mal na sexta feira mesmo, muito "piriri"(se é que vcs me entendem) e depois um episódio do exorcista (tamanha quantidade de vômito). Arrumando a cozinha fui jogar fora o restinho de strogonoff que tinha sobrado e quando senti o cheiro, tive certeza que tinha sido isso mesmo que me fez mal.

Fiquei um pouco melhor no sábado, mas domingo à noite comecei a ter febre. Na segunda fui ao PS e acabei ficando internada. Deu uma alteração no hemograma, que confirmou a infecção e então fiquei internada com soro e antibiótico na veia. E cá estou eu, no hospital, desde segunda, com previsão de alta amanhã de manhã (todo mundo torce por isso pq não aguento mais ficar aqui)

Olha só que bobagem, uma comida congelada me rendeu 3 dias no hospital. Não dá pra culpar a Sadia porque a falha pode ter sido do mercado, que pode ter deixado descongelar e congelar a comida novamente...não sei, não tem como saber, mas hoje só agradeço por não ter dado às crianças.

Que sirva de alerta...já que fazer uma carne moída com legumes picadinhos, por exemplo,  demora o mesmo tempo do que descongelar uma comida pronta e é muito mais saudável para os pequenos e para qualquer pessoa.

O lado bom da coisa:

O lado bom de ficar esses dias aqui no hospital foi perceber quantas pessoas queridas eu tenho por perto, que não mediram esforços pra me ajudar com as crianças, pra ficar comigo no hospital ou mesmo não pouparam palavras de carinho e desejos de melhoras pra mim.

Feliz demais por ter uma família linda me dando suporte e me mandando palavras de amor e carinho, amigos maravilhosos me dando carinho, cunhada e irmão cuidando dos pequenos, irnão passando noite no hospital comigo, amiga mais que amada deixando de aproveitar as férias pra fazer plantão ao meu lado e um marido perfeito se desdobrando em mil pra cuidar dos dois e ainda trabalhar.

Obrigada a todas as outras pessoas que oferecerem ajuda, companhia e tudo o mais. Feliz por ter vcs por perto sempre.

Obrigada, obrigada, obrigada!!!

E torçam pra esses bichinhos chatos (o meu e o do Dedé) irem embora logo!
16