segunda-feira, setembro 10, 2012


A escolha da escola!

É bastante difícil escolher uma boa escola para os filhos. São tantas questões, tantas coisas que considero importantes, que minha pesquisa foi enorme.
Lembrei do post da Camila explicando como escolheu a escola dos filhos, e achei bacana escrever sobre isso tb, para que um dia meus filhos saibam tudo que levamos em consideração para escolher a escola deles.

Em primeiro lugar, decidimos voltar pra São Paulo porque não aguentamos mais enfrentar horas e horas de trânsito pra ir a qualquer lugar. E ao invés de escolher o bairro para depois escolher a escola, fizemos o caminho oposto. Escolhemos primeiro a escola para depois definirmos onde morar.

Começamos pedindo indicação para muitos amigos sobre escola que gostam e qual a razão. Olhei tooooodas as que me indicaram, olhei os sites, fucei, li método de ensino, proposta pedagógica, ranking do Enem....fucei mesmo!

Quanto mais eu lia site de cada uma das escolas, mais me questionava sobre o que seria importante de verdade para mim, na escola e cheguei à conclusão de que muito além do conteúdo, me preocupa o perfil dos alunos e dos pais. 

Não queria nada elitista demais. Não sou e não gosto. Gostaria que os alunos fossem da mesma classe social, com condições financeiras similares. Claro, que alguns tem mais e outros menos e isso faz parte da diversidade que eu espero encontrar, mas não queria nada muito fora dos nossos padrões.

Hoje vivemos uma época de consumismo desenfreado e não queria um perfil consumista, muito riquinho, sabe?

No mais, estudei a vida toda em colégio tradicional e tenho pavor do esquema professor-fala, aluno-ouve. Queria uma escola onde o aluno fosse participativo e exercitasse o pensamento, questionando, debatendo, aguçando a curiosidade. Não acho certo estudar pra prova, sem entender o que esta sendo passado e sem enxergar nenhuma real utilidade disso na vida prática.

Hoje a informação já está super à disposição, não preciso de uma escola que informe, mas de uma escola que ensine a questionar, a trabalhar em grupo, a respeitar a opinião do outro, a entender porque é que tudo aquilo existe. Procurava um lugar onde as disciplinas interagissem, inseridas em um contexto real.

É claro que eu me preocupo sim com conteúdo, quero que eles aprendam tudo direitinho e estejam preparados para os desafios que vão surgir, dentre eles, o vestibular, mas a questão humana me preocupa mais...os valores, o tipo de pessoa que irão conviver, a formação intelectual (enquanto ser pensante) são mais importantes pra mim do que todo o resto.

Acho importante que a criança aprenda a ter responsabilidade, com avaliações e tudo mais, mas não gostaria que isso fosse a preocupação fundamental do aluno. Obter boas notas é resultado de um trabalho, de participação em aula, de interesse e não apenas resultado de uma prova, que avalia o aluno em um único dia! Tenho péssima impressão de escolas (como a que eu estudei a vida toda) que posicionam alunos em salas de aula de acordo com a nota, onde o "ranking" dos alunos é mais importante que o aluno em si. 

A escola que escolhemos tem uma boa nota no Enem, não ótima maravilhosa, mas boa o suficiente pra mim. Tem uma grade de disciplinas bastante abrangente e é super preocupada com a questão humana, que eu tanto valorizo. Não considero como uma escola alternativa, mas é sim uma escola mais liberal, mais humana, super dentro do que estavamos procurando. A escola abrange todo o conteúdo que um dia será exigido no vestibular, mas se preocupa em mostrar na prática a utilidade daquilo tudo.

A escolha é só para o próximo ano, ainda não estou inserida no dia-a-dia da escola e pode ser que a minha opinião venha a mudar sobre algumas questões, mas gostei muito de como fui recebida, do tipo de questionamento que fizeram sobre a personalidade dos meus filhos, sobre a criação deles, sobre a rotina, hábitos, perferências..... A entrevista é tão detalhada, tão pessoal, que me deixou boquiaberta. Me senti acolhida, senti uma preocupação real com o aluno e não apenas mais uma mensalidade a receber.

Fiz muitas perguntas, questionei método de ensino, método de avaliação, qualidade da alimentação, perguntei como lidam com a questão do consumo, a questão do preconceito, como comemoram datas comerciais, como incentivam o aluno tímido a participar, como mostram que a opinião do outro deve ser respeitada....milhões de questionamentos. E recebi resposta para todas as minhas dúvidas. Minhas questões não só foram bem recebidas, como foram respondidas de forma satisfatória, o que me leva a crer que tudo aquilo era importante também para a escola.

Saí de lá com a sensação de que só havia esquecido de perguntar como era a questão da disciplina. A escola que eu estudei a vida toda era muito preocupada com disciplina, com alunos quietos e comportados, que só podiam falar quando tinham autorização para tanto. Não gosto disso. Acho que disciplina é consequência natural do respeito. A criança que sabe respeitar o outro, a vez do outro, a opinião do outro, a fala do outro...aprende naturalmente quando deve ou não deve falar. Não questionei isso, mas acredito, por tudo que conversamos, que estamos em sintonia quanto a isso tb.

Eu enxergo a escola como uma educação complementar a que damos em casa. Não acho que a escola tem o DEVER de passar valores que não são dados em casa ou de suprir uma carência que a criança tem da educação que recebe dos pais. Acho que a escola deve complementar e por isso é importante que tenham os mesmos valores que consideramos importantes na nossa família.

Não acho que exista a escola ideal ou escola perfeita, mas acho que existe a escola que melhor se encaixa ao perfil de cada família, escola que melhor atende aos ideais, valores e preocupações dos pais. Acho que encontramos! Quando eles começarem lá eu conto novamente se o que nos foi apresentado é real e se a escola realmente atende as nossas expectativas.

Outras mamães, o que vcs acham disso tudo? O que vcs levaram em consideração na hora de escolher a escola. Fiquei pensando tanto nisso, que estou curiosa para conhecer outros pontos de vista!



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16 comentários:

Carolina disse...

ötimo texto... eu também me preocupo bastante com isso, mas não tenho tantas opções assim.

coloquei meu filho na escolinha faz 3 meses, mas é berçário, então as preocupações são um pouco diferentes. Pra mim a escola tinha que ser perto o suficiente pra ir e voltar a pé porque não temos carro e pegar ônibus seria muito cansativo e não compensaria, já que é por meio período... ah sim, pra mim era importante ser em meio período com total flexibilidade de horário, posso buscá-lo quando quiser e ainda sim temos nosso momento juntos. Daí que nisso só sobraram 2 opções, uma a 1 quarteirão e uma uns 15 minutos andando. Fui com o Linus visitar as duas, deixei ele andar pelo espaço e isso foi o mais decisivo porque em uma delas ele simplesmente odiou e na outra ele não quis ir embora, simplesmente amou. Por sorte a que ele escolheu, foi a que eu escolhi também, lá tinha bastante espaço de brincadeiras, eu levaria a comida de casa, as frutas de casa e todos os hábitos alimentares dele seriam respeitados, era uma turma de 12 bebes pra 3 cuidadoras e várias estagiárias espalhadas pelo colégio. A escola era bem limpa, organizada. A coordenadora não me tratou como idiota igual naquela que odiamos... também não foi essa perfeição de sintonia como a sua, mas foi respeitosa, clara o suficiente, pelo menos a princípio. Semana passada entramos em choque com um aviso que veio na agenda, dizendo que ia ter uma visita do Ronald McDonald na escola (ó céus), fiquei muito em choque mesmo, nem sabia que esse tipo de absurdo acontecia, pesquisando vi que é até comum... enfim, conversei com a diretora, e não levei ele na escola no dia. E assim seguimos, como temos planos de sair de são paulo daqui um ano e meio, vamos deixar ele lá, afinal, agora que ele está se adaptando de fato, não seria legal mudar em tão pouco tempo, pra depois, em pouco tempo tbm mudar de novo....

Carolina disse...


Quanto ao ensino dos mais velhos, nosso plano é a escola pública... meu marido estudou a vida toda em escola pública e eu passei pela particular (uma barata) e pela pública. Pra nós, a escola é acima de tudo socialização e na pública isso existe nu e cru, o contato com o mundo real.. não que tenha sido uma alegria a escola, definitivamente na maioria das vezes não foi mesmo, mas eu na particular também não era feliz, talvez menos feliz ainda, já que sempre rolou um lance de competição de ver quem tinha mais canetas, o melhor tenis e coisas do gênero, que também existe na pública, mas como é muito mais misturado, o valor disso fica diferente. E talvez isso mude tbm com os anos, sei lá. Daí que o ensino é ruim, os professores são cansados, ninguém respeita a sala de aula... e pode ser que seja assim, e pode ser que não seja 100% assim também, eu diria que aprendi mais na escola técnica, onde cursei o ensino médio, do que todo o meu fundamental de particular com material do objetivo. Enfim, sempre corremos o risco (alto) do ensino ser defasado, daí que existem os cursinhos, as conversas em casa, a apresentação de outros pontos de vista, de livros que instigam curiosidade, de passeios culturais que a escola não apresenta... dos pequenos detalhes que formam o nosso modo de pensar e isso sim faz diferença. Voltando a experiência pessoal... bom eu fiz 4 meses de cursinho, passei na Unesp na primeira chamada, consegui bolsa de 100% no Mackenzie. Meu marido fez um ano de cursinho, passou em primeiro lugar na Unesp, em artes, assim como eu. Com as notas dele ele tbm passaria em alguns cursos da USP e tbm conseguiria bolsas pelo ProUni. Então acho que o conteúdo da escola, pra gente é o que menos importa, até onde vivenciamos, todo mundo enche o saco da escola no colegial e quem realmente se preocupa com o vestibular, estuda a parte, seja sozinho, seja em cursinho.

E outra coisa bacana é estudar em escolas técnicas em que o aluno tem que fazer uma prova pra entrar, as etecs... o legal é que vc sai do núcleo do bairro e é inserido num lugar onde vem gente ainda mais diferente, de lugares diferentes, com historias diferentes! Isso pra mim é riquíssimo e desfaz um pouco da onda das panelinhas das escolas comuns, pelo menos nas duas que estudei (ensino médio em uma e técnico em outra) isso acontecia claramente, todos eram mais misturados, apesar das panelinhas.

Desculpa minha empolgação, fiz um post a parte! :(

Eu to sempre lendo seus textos e gosto muito!

Tatiana Franey disse...

Oi Re!
Assunto muito importante, este. Para mim foi difícil escolher escola porque eu estava nos EUA, e tinha só um mês para organizar tudo antes de começar a trabalhar. Eu queria uma escola bilíngue para o Billy porque sua família paterna só fala inglês, e porque eu vivo o benefício de saber inglês bem. Pesquisei muito on-line, falei com uma amiga que dava aula em escolas bilíngues aqui, e estava praticamente decidida. Chegando aqui, fui até a escola conhecer e conversar com as pedagogas, e matriculei o Billy no mesmo dia.
Ele só tem 2 anos, está no maternal, mas a escola mesmo para esta idade tem currículo, horário, disciplina, valores, tudo que eu queria, com benefício de só usar inglês até o 1o. ano. Por enquanto estou feliz, mas a escola só tem até 5o. ano no momento, e a cada ano eles adicionam mais um ano. Não sei se ele ficará lá depois da alfabetização em português no 1o. ano, não acho que é a escola onde ele ficará até os 18 anos!

Dani Balan disse...

Re, querida, vamos ao meu relato:
Quando a Nina tinha 1 ano e meio resolvi colocá-la na escola, pra poder ficar mais perto dela (contei na época isso lá no blog). Critério que utilizei pra escolha: um primo, da mesma idade, estava na mesma sala dela, então, ela iria ter alguém conhecido por perto e não se sentiria tão sozinha. Além disso, é escola tradicional, com ensino apostilado, método testado e aprovado (?).
Seis meses depois, vi que tinha errado.
O método não era tão redondinho assim. Aliás, era redondinho demais.
E começaram os questionamentos sem fim e sem respostas concretas e condizentes.
No meio do ano pensei: vou tirar. Mas ela ja tinha formado vínculo com os coleguinhas...e...e...fiquei com dó e amoleci.
Tentei participar, questionar, mostrar novos caminhos, mas, nada cabia dentro do cercadinho da apostila.
Foram seis meses de dilema, de pesquisa, de busca.
Gravidona da Alice, não sabia o que fazer. Tinha que mudá-la de escola, não era aquilo que eu queria pra ela, mas e os amiguinhos que ela tanto gostava?
Foi numa conversa com a Taís Vinha, nossa queria Ombudsmãe, que a ficha caiu.
A escolha da escola era minha. Não poderia imputar essa escola pra Nina. A decisão era minha e do Marcão e ponto.
Mudei a pequena de escola (só tem 2 aqui em Orlandia) e Alice nasceu no primeiro dia de aula na escola nova.
Quamorri, imagina!
Sei que a adptação foi ótima. Um mês depois tava completamente "interagida" com a turma nova e eu, feliz por ter feito o que achei que era o mais correto.
Na escola nova: não tem apostila, nem método b-a-bá certinho. Eles propõem temas às crianças e daí vem a deixa pra aprender as letas, os números, sobre o ar, o mar e a terra...
Nada de aprender as ler e escrever com 3 anos, feito robozinhos.
E o mais legal: eles promovem, super,a interação dos pais com a escola. O que é muito legal!
Eles têm duas tartarugas, o Jorge e o Wiliam. E tem aula de culinária. E chegam em casa sujas pra caramba! Tinta, massinha, caneta! Com livro embaixo do braço, cantando a musiquinha que aprenderam na aula de música.
E felizes, muito.
Alicinha entrou agora em agosto e não me deu um pingo de trabalho. Ama!
Bom, virou livro! Nunca toquei no assunto lá no blog, porque, já viu, cidade pequena...é fogo. Mas foi isso.
Vai dar certo sua escolha. Tenho certeza.
Beijo e já mudou?
Dani Balan
PS: furei a viagem do dia 15, snifff!




MH disse...

Eu confesso que já estou obcecada com esse assunto, e a Olivia não tem nem 2 anos ainda. Para escolher a escolinha, visitei as que estavam perto de mim, quesito mais importante no momento, marido foi nas 2 que eu tinha gostado e escolhemos juntos. Não é a mais perto, mas é perto. E ela ama. Eu me sinto segura e acolhida ali, e vejo que as pessoas realmente gostam da minha filha, e ela deles.

Mas e a escola "de verdade"? Penso muito nisso e vejo pelo seu texto que buscamos coisas parecidas. Tenho horror a neurose com o vestibular, que estimula a memorização e não ensina ninguém a pensar. A vida é mais que isso! Tenho algumas boas opções perto de casa também, tanto que tenho medo de pensar em mudar de bairo! hahaha a louca... Mas enfim,vou querer saber depois como as coisas se desenrolam. Que bom que vocês vêm pra civilização! Mais potencial de encontros!
(espero que as meninas todas venham dar seus pitacos!)
beijo!

Pati disse...

Re, combinamos muito na opiniao do que é importante para uma escola, por isto até acho que vou acabar tb me decidindo pela mesma que vc escolheu, como já conversamos bastante.
A empatia com a escola, aquela coisa de feeling mesmo é uma dos pontos mais importantes para mim.
Eu tb ficaria bastante feliz se encontrasse uma escola com uma boa estrutura para esporte!
Eu nem sei se eu teria feito uma pesquisa tao elaborada de ENEM, adorei que vc já fez esta parte tb!!
bjs bjs
Pati

Mamma Mini disse...

Rê querida
Fico feliz que vcs estão voltando pra SP! eba
Sobre a escola acho que vc fez certo! Eu olhei muitas escolas para o David quando ele tinha 1 ano e 4 meses, troquei de babá e fiquei na dúvida se contratava outra ou colocava na escolinha... visitei várias, e gostei de uma só... era carérrima e não rolava... mas como ele era muito pituco era a única que eu achava que se parecia mais com a casinha dele... optei pela babá, era mais barato... quando ele tinha 2 e 4 eu visitei mais algumas, mas como a gente queria escola judaica a escolha foi infinitamente menor... e eu visitei a escola algumas vezes antes de ele começar... inclusive ele foi comigo um dia pra ver se curtia e tal... ele ficou encantado... eu sou super feliz com a escola dele, e com a escolha que fizemos. A escola não é perfeita mas reune tudo o que é importante pra gente e é perto de casa... fator importante... O Beny vai pra lá com certeza quando estiver na hora...
Boa sorte em tudo querida, um super beijo

Dani Meggiolaro disse...

Rezinha, minha amiga, esta tem sido minha maior preocupação nos últimos tempos. Eu amo a escola das meninas, que é super acolhedora, construtivista, voltada às artes e que transmite às crianças valores liberais e humanistas. Além disso, a maioria dos pais dos amigos delas tem um estilo de vida e pensamentos semelhantes aos meus e do Diego. Porém, a grade é só para a educação infantil. Por isso, daqui 2 anos a Gui necessariamente tem que sair de lá. Recentemente eu a inscrevi num sorteio para concorrer a uma vaga numa das mais - se não a mais - concorridas escolas de São Paulo (fato este que, por si só, me irrita profundamente, porque só tem vaga garantida nessa escola quem tem parentes que estudam ou estudaram lá, num lance meio Capitanias Hereditárias, saca?). Mas a questão é que essa escola é reconhecidamente muito boa, em todos os aspectos que eu entendo importantes: tem um super espaço, o ensino é excelente e possui uma vocação social/humanista muito forte. Mas há também alguns
pontos negativos que martelam na minha cabeça: 1) muito embora seja bem liberal, é escola de padre e, assim como vc, tenho traumas disso! 2) por ser cara e muito concorrida, a grande maioria dos alunos possui nível econômico altíssimo, o que pode vir a ser ruim; 3) o prezinho e o ensino fundamental 1 são à tarde, o que atrapalharia substancialmente a rotina lá de casa; 4) se a Gui for sorteada, no ano que vem ela já tem que mudar de escola, o que, sinceramente, eu não gostaria que acontecesse; e 5) a Leticia somente iria para lá quando completasse 4 anos e, por isso, as duas estudariam em escolas diferentes (e em horários diferentes) por dois anos. Ou seja, nem eu mesma sei se quero que ela seja sorteada (hehehe)! Falando sério, se rolar, rolou, não vou abrir mão dessa oportunidade. Mas se não rolar, sinceramente, tenho certeza de que será para o bem. A conclusão a que cheguei é que nem mesmo a escola que eu sempre julguei perfeita é perfeita. Nenhuma é. A gente só tem que encontrar a que mais se encaixa no nosso perfil e que preencha melhor as nossas necessidades. Se não der certo o sorteio, lá vou eu visitar um monte de escola (tenho uma lista de pelo menos 5). Pelo menos será sem pressa, sem afobamento, já que essa escolha tem que ser muito bem pensada. Beijo. Love you! Dani.

Patrícia Boudakian disse...

Rê, querida. Eu penso muito parecido com você. Ainda estou no momento de decidir a escola, apesar de Alice ter 18 meses é está sendo muito difícil.

Muitos beijos!

Sarah disse...

Re, amei esse texto. Também sou bastante preocupada com a escolha da escola, no começo do ano fiz uma série de posts sobre isso tb. É um ambiente em que nossos filhos passarão parte do dia, farão seus amigos e viverão muitas experiências. Acho essencial que a escola seja bem escolhida.
Eu adoro a escola atual do Bento. Também pesquisei bastante antes de colocá-lo lá e foi a que mais se encaixou com o que eu buscava. Como vc, também estudei em escola tradicional e hoje não gosto!! Quero uma escola que incentive a pensar, a questionar, a aprender por eles mesmos e não apenas a decoreba.
Porém, a escola atual tem essa questão da distância. Estamos pesando as coisas e penso em mudá-lo no ano que vem. Visitei umas escolas próximas, 2 delas daria para irmos a pé e uma me foi muito bem recomendada por vizinhos, que colocaram seus filhos lá. Marquei uma visita e... não gostei. Achei muito apertada, cheia de escadas e muito no esquema sentadinho-na-sala. E quando perguntei sobre atividades fora da sala me vieram com uma tal de "yoga infantil". Não curti, não condiz com o que penso ser importante para uma criança de 3 anos!! Nessa idade precisam de espaço, de atividades lúdicas, não só ficarem sentados na sala rabiscando letras. Por isso estou investigando ainda, quem sabe encontro um meio-termo, não tão longe de casa...
Por isso queria te perguntar sobre a escola que vc escolheu. Em que bairro é? (Não seremos mais vizinhas, snif!!) Se puder me contar mais sobre as que vc visitou, me recomendar alguma, pode ser por email (maedobento@hotmail.com). Referências ajudam muito, vc sabe!!
bjo grande!

Mari disse...

Pelo frigir dos ovos, a chance dos nossos pequenos se esbarrarem por aí em alguma escola é grande, hein dona Re?
Também penso muito como você: quero uma escola aberta, liberal, que ensine a pensar, questionar, elaborar. Quero que meus filhos encontrem diversidade dentro da escola e dentro dessa diversidade, uma turma com quem se identifiquem. Tenho pavor de cair em uma escola super elitista (morando onde moro, a chance é grande, vc sabe), com crianças desconectadas da realidade.
Lembro de um texto (do Calligaris, talvez? Não lembro o autor, droga!) que me assustou: resumindo, dizia que a influência dos pais é muito menor do que a gente supõe, e a da turma muito maior. Era algo por aí, não lembro exatamente. Mas só confirmou algo que eu já sabia: quero cercar meus filhos de gente legal. Acho que QUEM está na escola é quase tão importante quanto a escola em si, e isso também vai balizar a nossa escolha...
beijo e sorte pra nós!

Júnia disse...

Oi Rê, estou exatamente nesse dilema da escolha da escola para o ano que vem. Eset ao tive que colocar a Laura numa escola às pressas, pq. mudança de horário da babá, e acabei optando por uma no bairro, bem perto de casa. A escola é boa, mas é católica e isso me incomoda muito. Como ela entrou com 1 ano e 7 meses, não foi um ponto decisivo. Mas pro ano que vem, quero outra linha, dentro de tudo o que você escreveu. Também me incomoda um pouco a falta de consciência das profeossras com alguns assuntos, como alimentação, uso de andador, paf, paf, paf. Nem parece que são educadoras. Além disso tudo, não é uma escola especializada em educação infantil, o que acho muito importante. Enfim, tô bem aborrecida com a escola, mas como a Laura adora os amiguinhos, vou deixar o ano terminar. Não existe escola ideal mesmo, mas aquela que mais se aproxima dos pricípios da mãe e do pai e do que eles acreditam. E no meu caso, vale só minha opinião, pq. o pai já disse que nçao entende muito dessas coisas... paf paf paf. Bjão e nem sabia que vc não estava morando em sp!!!!!

Júnia disse...

Rê,

estou justamente neste dilema, da escolha da escola. Em março tive que matricular a Laura às pressas por mudnaça de horário da babá. Acabei escolhendo a mais próxima de casa, pra facilitar minha vida. Me arrependi. Não concordo com a filosofia da escola, que além de tudo, é católica. Mas como a Laura começou lá com 1 ano e meio, não achei que essa questão seria decisiva. Até o dia que ela começou a rezar na minha frente. Quase surtei! Só não tirei ela de lá pq. ela ama os amigos. Então vai encerrar o ano com eles. As professoras também não são muito atualizadas, percebi em algumas conversas. Um dia uma delas me disse que a Laura tinha adorado a bolacha club social do amigo. Quase surtei de novo! Club social com 1 ano e meio??????? O meu terceiro surto foi no aniversário da Laura quando comentei com a professora que ia levar um bolinho proa amigos cantarem parabéns e ela me veio com a máxima de que no dia do naiversário, a mãe do aniversariante leva o lanche pra turma toda!!!! Oi?????? Pois é, e eu levei: 18 bisnaguinhas com requeijão; biscoitos de polvilho, um bolo feito em casa, 18 gelatinas no seus devidos potinhos e 4 garrafas de suco. Era ou não pra surtar??? Chega! quero uma escola que siga valores mais próximos dos meus. E digo meus mesmo, pq. aqui em casa o pai já disse que tenho total liberdade na escolha da escola, pq. ele não entende nada do assunto pedagogia. Já selecionei algumas escolas pra conhecer e numa delas, descobri que uma amigona está dando aula! Ano que vem quero ficar contente com a minha escolha, e não aborrecida como estou. Bjão (nem sabia que vc não morava em sp).

Mariana disse...

me manda a lista de questionamentos que me estou procurando a escola do gabi...guria, que coisa ne....função total....mas é isso ai mesmo que tu escreveu. assino embaixo.

tomara que a gente acerte!

Avassaladora disse...

Penso bem como você, mas aqui em Brasília fiquei super restrita, são pouquissimas escolas e com uma proposta diferente então, duas ou três, a maioria é velha, sucateada, tradicionalzona e só pensa no dinheiro... Triste até...
Horario integral, por exemplo não tem em quase nenhuma além das bilingues (caríssimas) e das creches (que não é mais o meu caso).

Isabella Estanislau disse...

Oi Renata! Aqui é a "louca do casamento" de Recife! Lembra?rssrss
Bem, posso dizer que um dos meus maiores acertos desde que me mudei de São Paulo para Recife foi a Escola. Familiares que moram aqui tinham me dado algumas indicações e a partir delas comecei a visita. Assim como você priorizei questões mais relacionadas ao crescimento humano a grandes projetos pedagógicos. A escola que me indicaram é pequena mas muito aconchegante, muito verde e é "realmente" socioconstrutivista e inclusiva. Usei o "realmente" porque algumas escolas usam esse termo mas a prática é bem diferente. Eles valorizam muito o professor e investem na formação e atualização dos mesmos. Cada relatório que recebo fico maravilhada, tudo muito embasado, bem colocado, onde TUDO é levado em consideração, amadurecimento cognitivo, motor etc. Me sinto em casa quando chego lá! Minha filha NUNCA teve 1 dia sequer de insatisfação e chorou nas férias porque estava com saudades. Acho que não existe escola perfeita mas aquela que mais se adequa as nossas necessidades e prioridades, não é verdade?! Bjos e boa sorte!