sexta-feira, abril 29, 2011


Reflexões

Fiquei pensando no post anterior, eu li os comentários de vocês, conversei com marido, com a coordenadora da escola, com amigos e cheguei a conclusão que EU sou grande parte do problema.
Isso não é uma crise de culpa, mas uma constatação sobre a minha personalidade. Eu sou prática e eu tenho TOC (de verdade verdadeira, diagnosticado e tratado com meu amado psiquiatra), eu gosto de resolver as coisas.
Não sou de deixar pra lá, eu resolvo tudo, falo o que me incomoda, faço o que preciso fazer pra melhorar, pra mudar. Não gosto de pendências e não lido bem com elas. Se alguém me magoou, eu falo com a pessoa e resolvo, se estou chateada com alguém, eu falo e resolvo, se tem alguma coisa errada no trabalho, eu procuro soluções imediatas. Nunca deixo pra amanhã o que eu posso fazer hoje, não sou de meias palavras e chego a ser até um pouco rude por isso.
A obsessão por ver tudo do jeito que eu gostaria é uma característica forte da minha personalidade, só que é incompatível com a maternidade.
Quando estava grávida do André, bem no comecinho, dei uma surtadinha de medo - de não estar tudo bem com o bebê, de querer ter certeza que ele estava bem todos os dias, essas paranóias. Então marido calmamente me disse: "você pode fazer a sua parte, comer bem, se exercitar, se cuidar, não passar nervoso....mas daí pra frente você não pode controlar".
Aquilo me acalmou, eu simplesmente aceitei que não poderia controlar tudo naquele momento e relaxei. Só que esse é um exercício diário pra mim, eu preciso aceitar sempre que não posso programar as crianças para serem e agirem como eu gostaria e não posso me frustrar por isso.
E então quando o André se comporta mal e faz birras eu sinto uma enorme frustração por não saber como resolver agora, como se existisse uma fórmula mágica que não estivesse funcionando direito aqui em casa, como se só eu não soubesse o que fazer, quando na verdade eu estou SIM fazendo o que eu posso.
Tenho que aceitar que isso vai acontecer a vida toda, que eles são pessoinhas com vontade própria, com características específicas, e tudo que eu posso fazer é a aprender a lidar com cada um deles e com cada fase que se apresentar.
O André está passando pela primeira frustração da vida dele: aprender a dividir a mamãe com a Nana. Essa semana toda ele não quis ir pra escola e depois de muita insistência, muita pergunta e muita conversa, ele acabou dizendo que não queria ir porque queria ficar o dia inteiro comigo, assim como a Nana. Falou que a Nana fica no meu colo o dia inteiro e ele tem que ficar lá longe, na escola. Dito isso, mais do que claro que todo o problema é mesmo ciúme - ele não está sabendo lidar com isso e nem eu, mas vamos aprender juntos, como tantas outras coisas que já aprendemos nesses 2 anos e 9 meses. Vamos aprender com muito amor e paciência!!!
As birras não são pra me irritar, ele não quer me bater nem me machucar, ele só não sabe como colocar pra fora essa coisa chata que ele está sentindo!
E o meu comportamento obsessivo é problema meu e não deles, então eu que aprenda a lidar com isso também, sem exigir deles o que não posso controlar, sem exigir que ele tenha uma maturidade emocional que ele ainda não pode ter.
No fim das contas o segredo é sempre o mesmo: aceitar que algumas coisas fogem ao nosso controle e aprender com mais uma fase a ter paciência nos momentos mais complicados.

Meninas, obrigada pelos comments, vcs ajudaram muito, como sempre. Tanto ajudaram que acabei fazendo uma sessão de terapia por aqui mesmo, de novo....rsrsrsrs!

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quarta-feira, abril 27, 2011


Paciência...de novo...

Já falei sobre "ter paciência" aqui no blog algumas vezes. Já disse que minha paciência é quase infinita e que, na maioria das vezes, é bem difícil eu me descontrolar. Só que ultimamente tenho me descontrolado muitas vezes.

O André está em uma fase complicada de birras. Antes eram birras ocasionais e já sabiamos lidar com elas, o cantinho para pensar funcionava super bem e tudo era resolvido rápido. Só que agora parece que nada funciona direito.

Ele faz escândalo TODOS OS DIAS e PRA TUDO. Hora de ir pra escola, ele cisma que não quer ir e começa a chorar, gritar e ficar nervoso. Hora do banho, ele cisma que quer que o pai dê banho (pai esse que ainda não chegou do trabalho) e começa a chorar, gritar e ficar nervoso. Hora de jantar, ele cisma que quer jantar chocolate e começa a chorar, gritar e ficar nervoso.

Eu estou emocionalmente esgotada. Eu fico calma, converso, argumento, explico....ele grita ainda mais alto. Coloco no cantinho pra pensar, ele não fica, grita e foge. Eu pego de volta e coloco no cantinho novamente, ele me bate. Eu converso de novo e ele cospe em mim....Essa cena se repete ao menos uma vez por dia.

Eu digo que eu não bato nele e ele não pode fazer o mesmo em mim, que eu não cuspo e nem o empurro, então que ele não pode fazer o mesmo em mim. Mas ele faz de novo e então não sei como agir...

Ele está super enciumado por causa da Nana, que está andando e fazendo mil gracinhas. Eu entendo, procuro ser compreensiva, dar uma super atenção pra ele, elogiar, reforçar a autoestima, mas tenho a impressão que nada funciona.

Nesses momentos de nervoso, ele não ouve as coisas que eu explico, então espero passar e converso depois que ele se acalmou, mas então ele disfarça, muda de assunto, faz uma gracinha. Não sei nem mais qual o momento certo de conversar porque parece que tenho dois meninos diferentes, um doce e alegre que quer ver a mamãe feliz e diz que é bonito e bonzinho. E o outro nervoso e irritado que não ouve ninguém e não pode ser contrariado.

E eu tenho perdido a calma mais do que gostaria. Fico nervosa, grito, falo alto e saio de perto falando bobagens como "Eu não aguento maaaaaaaaaaais" ou "que coisa chataaaaaaa". Sei lá, falando besteiras.

E me culpo. Me sinto uma b#$%*& de mãe, uma mãe que não está sabendo lidar com os momentos de birra, uma mãe cansada e esgotada que tem vontade de sentar no chão e chorar quando ele começa com uma cena dessas, uma mãe sem saco de argumentar. Normal, né? Todas nós temos as nossas fases de cansaço, mas dessa vez o cansaço é emocional, estou desgastada.
Como faz?

* Eu adoraria ter escrito um post alegrinho contando as gracinhas da Nana ou as conversas deliciosas com o Dedé, mas acabei escrevendo mais um post da série desabafos....
To tão tristinha, gente...snif...
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segunda-feira, abril 25, 2011


Só uma perguntinha...

Quem foi a DOIDA que disse que tudo fica mais fácil depois que a criança começa a andar? Quem foi que disse que a fase de colo dá muito mais trabalho e que criança independente, que anda pra todos os lados, é bem mais tranquila de tomar conta???

Certamente essa MALUCA não conhecia a Nana- 24horas por dia ligada no 220v!!!

Ah, tá....FUI EEEEEEEEEEEEEEEEEEU!! Então esquece, viu gente! Eu não sabia o que era uma criança agitada, que não para nem 10 segundos no mesmo lugar! rsrsrs!

(e isso não é uma reclamação porque eu ADORO o jeito elétrico e agitado da minha gata....é uma constatação de que eu não sabia o que dizia....rsrsrs)

No mais, a festinha da gata foi uma DELÍCIA e o feriado foi muuuuuuuito bom! Depois volto pra contar tudo!
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quarta-feira, abril 20, 2011


Nana e Ricota em 3 atos!

- Huuummm, um rabinho dando sopa. Acho que eu vou puxar!!!!


- Hahahaha, eu gosto de puxar e ficar balançando muuuuuuuuito forte.



- Não precisa chorar Ricotinha, eu não vou mais puxar.....te amo!!!!
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segunda-feira, abril 18, 2011


Minha primeira vez

Gente, é minha primeira vez e eu preciso de apoio, carinho e compreensão.
O André tem 2 anos 9 meses e eu só dormi longe dele as duas noites que eu passei na maternidade quando a Naninha nasceu. E ainda assim, ele foi todos os dias nos visitar, de modo que o máximo de tempo que eu fiquei longe dele foi umas 12 horas.
A Naninha tem 1 aninho e eu só dormi longe dela a noite que passei com o André no hospital e ainda assim, fugi do hospital para visitá-la e dar muitos beijos, de modo que fiquei longe dela acho que as mesmas 12 horas.

E agora vou passar QUATRO DIAS longe dos dois. Vamos viajar somente eu e maridão no feriado e os pequenos ficarão na casa da vovó! Eu sei, eu sei, eu sei que eles ficarão SUPER bem! Eles amam a casa dos avós, ficam super bem, podem tudo, milhoes de mimos, carinhos e passeios. E eu também sei o quanto eu estou precisando descansar um pouco, relaxar, jantar com o maridão, dormir, ler, enfim....sair um pouco da rotina. Sei de tudooooooooooooo, mas to com uma dorzinha no coração, um medinho sei lá do que.

Aceito palavras carinhosas, palavras de incentivo e um ombro amigo. Alguém??? rsrsrs!

Obs.: Muito obrigada pelos recados carinhosíssimos no aniversário da minha princesa. Vocês são todas titias muito LINDAS!!! A festinha dela foi uma delícia e logo mais vou postar muitas fotinhos!!! :-))
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sexta-feira, abril 15, 2011


1 aninho da Naninha!



Minha gata,
Eu mal posso acreditar que já faz um ano que você nasceu. Nós já passamos por tantas coisas, tantas fases e eu me lembro de cada uma dessas fases como se tivessem acontecido na semana passada. Você é linda! Mais linda do que eu poderia sonhar, mais do que eu poderia desejar.
O seu sorriso tranforma o meu dia, impossível ficar de mau humor olhando pra ele. Sorriso largo, aberto, de narizinho franzido e fazendo barulhinho...coisa mais linda eu nunca vi. Você é minha princesa, minha menininha que eu gosto de enfeitar, colocar flores no cabelo, vestidinhos, meinhas e fitinhas. Meninha que pega a bonequinha no colo e faz "nana nenê" balançando o corpinho. Minha menininha que dança ao som de qualquer musiquinha, que bate palmas e bate na pancinha quando eu pergunto "onde está o barrigão". Minha delicadinha que chupa o dedinho pra dormir e só dorme com uma fraldinha na mão. Minha gatinha que deita a cabecinha no nosso ombro pra fazer charminho. A menina linda que trouxe cor de rosa pra minha vida e me fez concluir que ter uma menina é infinitamente mais gostoso do que eu poderia imaginar. Você é nossa gostosa.
É geniosa e sabe pedir o que quer, mesmo sem falar. Não gosta de ser contrariada e chora com tanta vontade que temos a impressão que você está mesmo sofrendo. Eu te chamei de dramática, mas seu pai prefere dizer que você é intensa. Que vive intensamente os momentos felizes e também os não tão felizes assim. Eu gostei da definição: intensa!

Fico me perguntando se você vai ser minha amiga, se vai querer contar pra mim os seus casos de criança, seus dilemas de adolescente e seus problemas da vida adulta. Eu espero que sim, espero que saibamos lidar e respeitar as nossas personalidades e que sejamos sempre parceiras, amigas e confidentes.

Esse primeiro aninho que passamos juntas foi maravilhoso e só posso desejar que todos os seus outros aninhos sejam assim: bem pertinho de mim.

Feliz aniversário, minha gata! Desejo tudo de mais lindo no seu caminho e pode ter certeza que eu estarei sempre caminhando ao seu lado, te entusiasmando quando a estrada estiver difícil e te aplaudindo sempre.

E meu colinho vai estar sempre aqui pra você e sempre que você precisar, seja quando for eu canto "garota de ipanema", porque isso sempre te faz sorrir.
Te amo muito, minha gata, minha linda, minha princesa, minha gostosa!
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segunda-feira, abril 11, 2011


Cinema


Ontem decidimos levar o André ao cinema pela primeira vez. Eu não sabia como seria, já que ele nunca tinha assistido a um filme inteiro em casa. O filme fica passando na TV, ele assiste um pouco, levanta, brinca, olha pra TV, brinca mais um pouco....enfim, sentado do começo ao fim, nunca.

Deixamos a Nanoca na casa da minha mãe e fomos fazer um passeio só com o grandão - importante, já que ele está super enciumado com a Nana.

Pipoca comprada, assentos reservados, explicamos que ficaria super escuro e lá estamos. Trailers, trailers e mais trailers (na minha opinião, não devia ter taaaaantos trailers em filme infantil, as crianças ficam impacientes) e enfim o filme começou.

Ele estava quietinho e bonitinho assistindo ao filme até que ACABA A FORÇA E O FILME PARA! Sério, eu tenho 33 anos, quase 34 e isso NUNCA aconteceu comigo no cinema. NUNCAAAAAAAA! A primeira vez foi ontem, na primeira vez do André. É mole?

As crianças levantaram, todo mundo começou a passear pelo cinema, eu liguei pra minha mãe pra saber da Nana, enfim, todo mundo dispersou. Quando o filme recomeçou, o André não queria mais sentar, queria continuar passeando pelo cinema, andando, falando...

Acabou sentando na escada, ao nosso lado, mas não voltou pra cadeira dele de jeito nenhum. E assistiu ao filme da mesma maneira que assiste em casa, levantando, sentando, falando comigo e perguntando um monte.

Sinceramente não sei se ele teria ficado o tempo todo na cadeira se o filme tivesse passando sem interrrupções, mas sei que essa primeira vez não serviu para sabermos como ele se comportaria no cinema. Na próxima vez eu conto novamente!!!!

Só pra concluir, o filme. Assistimos RIO - é lindooooo! Eu amei! Assistimos dublado, claro e me arrisco a dizer que dificilmente o legendado será melhor do que o dublado, já que as músicas ficaram incríveis e o sotaque e as gírias cariocas tem tudo a ver com o filme.
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sexta-feira, abril 08, 2011


Maternidade real

Ninguém disse, ninguém me contou...
Eu não lia blogs maternos e não sabia o que me esperava.

Eu sempre quis ser mãe e então eu achava que eu ficaria uma grávida linda e feliz e que sairia por aí exibindo o barrigão e me achando a pessoa mais bonita do planeta.
Sim, estava feliz por estar grávida, mas só conseguia me achar feia, gorda e inchada e segundo o maridão, passei 9 meses de TPM, tamanho o bom humor.

Então o bebê nasceu, e pronto. Tinha em meus braços tudo o que eu sempre sonhei, estaria feliz radiante e completa.
Sim, eu sentia o maior amor do mundo e o bebê era o mais lindo que eu já tinha visto em toda a minha vida, mas inexplicavelmente eu tinha vontade de chorar e chorar e chorar.

Todos os meus dias estariam felizes e completos, eu tinha o meu bebê e o que mais eu poderia querer??
Resposta: dormir. Eu tinha um bebê com refluxo e que não dormia NADA e eu sentia um cansaço que nunca imaginei que pudesse sentir. Eu descobri o que é chorar de tanto sono e foi tudo muito mais difícil do que eu poderia imaginar.

Ele foi crescendo e foi chegando a hora de educar. Tudo muito certo na minha cabeça: muita conversa, com os olhos na altura da criança, sem gritos e sem perder o controle.
Nunca imaginei o poder que uma criança tem de nos tirar do sério e bem antes do que eu imaginava, estava eu gritando com o pequeno e depois chorando, chorando e chorando pedindo desculpas pra ele.

Foi tão difícil todo o começo com o André, já que ele não dormia NADINHA, que nós decidimos engravidar novamente o mais rápido possível para passar por todo esse começo logo. Na minha cabeça se começasse a ficar muito bom o lance do sono, eu desanimaria começar tudo de novo.
Só que então precisamos mudar de casa e eu não imaginava o que seria ao mesmo tempo obra + bebê de 1 ano e meio + barriga tamanho XXXG = TPM ao cubo.

Nasceu a minha princesa muito mais linda que nos meus sonhos mais lindos e então eu tinha a minha família completa como sempre quis ter.
E cada vez que ela acordava de madrugada, o André acordava junto e chorava querendo o meu colo. E eu amamentava a pequena, com o "grande" no outro braço.
E eles se revezavam, quando um dormia o outro estava acordado e eu não dormia nunca.
Voltei a chorar de tanto sono e tanto cansaço físico.

Eu tinha outra bebê com refluxo e ela acordava de hora em hora. Era linda, maravilhosa e princesa, mas eu estava surtando de tanto cansaço. E o André estava entrando na fase das birras. Com tanto cansaço, tudo que eu não precisava era argumentar, explicar, conversar...mas eram assim os meus dias.

Chorei mais algumas vezes por ter perdido a linha com ele. Chorava e pensava que ele não tinha culpa do meu cansaço, que ele não tinha culpa de termos tido outro bebê e que eu tinha que estar 100% pra ele - calma, tranquila e paciente. Só que quem disse que eu conseguia?

Chorava de sono e chorava de culpa. A culpa era tanta que eu cheguei a achar injusto o André estar na escola, achava que eu o tinha "afastado" de casa para poder ter um tempo com a Mariana e que isso não era justo. Sentiram o tamanho da loucura da pessoa.

Algumas pessoas sentem culpa por trabalhar o dia inteiro e ter pouco tempo pra criança. E eu sentia culpa por estar o tempo todo com eles e perder a paciência de vez em quando. Cheguei a achar que se eu passasse um tempo fora de casa, chegaria em casa mais tranquila e disposta pra eles.

E eu, que sempre fui prática, tranquila e equilibrada. Eu, que sempre soube lidar com todos os meus problemas sem grandes dramas. Eu, que sempre tive soluções práticas, rápidas e precisas pra tudo, me vi procurando ajuda. Lá fui eu ao psiquiatra pedir ajuda pra me reequilibrar e voltar a ser a pessoa que eu era. Não queria me acalmar, só queria voltar a ser o que eu era. E não é que deu certo?

Me equilibrei e passei a entender melhor as minhas crises e as minhas culpas. Aprendi (ou melhor, estou aprendendo) a aceitar que não sou perfeita, que tudo bem eu sentir cansaço, que tudo bem eu não querer brincar de carrinho 40 vezes por dia, que tudo bem eu perder a paciência de vez em quando, que tudo bem estar tão cansada a ponto de querer que todo mundo durma cedo pra eu poder ficar sozinha olhando pro nada.
Aceitei que eu não sou a melhor mãe do mundo, mas que sou a melhor mãe que eu posso ser!!!!

* selinho lindo feito pela Anne
** Anne gata - vc deixa eu usar a frase do seu selinha pra eu terminar meu texto, né?? rs
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quinta-feira, abril 07, 2011


Dentes


Vejam só que lindos os dentões da Nana (sou alucinada por esse sorrisinho de nariz franzido!!!).

Tenho que confessar que acho engraçado os dentes superiores de tamanhos diferentes, mas hoje de manhã o Dedé exagerou e disse que a Nana está IGUALZINHA ao Matt (personagem do filme Carros):

Tadinhaaaaaaaaaa! rsrsrs!
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quarta-feira, abril 06, 2011


Você tá feliz?

Eu ouço essa frase umas 20 vezes por dia.
É a nova moda do Dedé.

Eu peço um trilhão de vezes pra ele fazer alguma coisa e ele finge que não ouve, continua brincando como se ninguém estivesse falando com ele, e então eu digo que vou contar até 3 para que ele faça o que eu pedi: "Um...e ele continua fingindo que não é com ele, Doooooooooooois...e ele para rapidinho o que está fazendo e corre fazer o que eu pedi".

(Eu não sei o que ele acha que vai acontecer quando eu chegar ao três...e nem eu sei...cantinho, talvez? Nunca cheguei! rsrsrs)

E quando ele chega, me olha com a cara mais sem vergonha do planeta e pergunta: "Você tá feliz?" Algumas vezes eu respondi: "não, eu estaria feliz se vc tivesse vindo na primeira vez que eu chamei" e então ele diz: "mas eu agora estou aqui, você pode ficar feliz"....ou seja, continua até eu dizer que estou feliz.

E então eu respondo: "Sim, estou feliz". Acha que é suficiente?? Ele diz: "então faz assim com o rosto" e me mostra um sorriso lindo dizendo pra eu fazer igual.
E só assim termina a conversa!

E o malandrinho sabe que eu fico toda boba quando ele diz isso e aproveita mesmo em situações corriqueiras.
"Dedé, sai do banho e deixa eu te enxugar". Ele sai rapidinho e diz: "Tá feliz? Eu já sai, vc tá feliz? heim?"

E só me resta apertar, amassar e esmagar de tanto beijo.

Dá pra não ser feliz vendo esse sorriso todos os dias???

* foto by Daniela Leme
Além de amiga, a Dani é uma excelente fotógrafa! Vai vir fotografar o aniversário da Nana e depois eu mostro aqui. Dêem uma passadinha no blog dela (AQUI), vale super a visita.

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sábado, abril 02, 2011


Autismo


Hoje, dia 2 de abril, é o dia mundial da conscientização do autismo (world autism awareness day) e eu fiquei sabendo disso através do blog da querida Janaina, que tem uma filha linda e princesa, a Letícia, com características autísticas.

A cor escolhida para representar o dia de hoje é AZUL e a Janaina fez um pedido para que todos usassem azul e ajudassem a divulgar o dia de hoje. Hoje é aniversário dessa mãe super especial e pedido de amiga, em dia de aniversário, não poderia recusar jamais.

São 2 milhões de brasileiros autistas, e muitos outros ainda sem diagnóstico.
De acordo com o vídeo de divulgação da campanha (que vc pode ver AQUI), em crianças, o autisto é mais comum do que AIDS, câncer e diabetes juntos e, apesar disso, ainda existe pouca informação e muito preconceito.

Esse post é uma pequena contribuição com a divulgação da campanha para que os portadores da síndrome do autismo passem a ter o tratamento e o respeito que merecem.


E aqui uma foto tirada agorinha, de toda a família vestida de azul:
(não parece, mas eu juro que o vestidinho da Nana é azul! rsrs!)

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