quarta-feira, março 30, 2011


Ciúme

Desde que a Nana nasceu, o André nunca demonstrou ciúme. Sempre foi super carinhoso e atencioso com ela, ria das gracinhas dela, fazia carinho, dava beijinho, tudo muito tranquilo. Um episódio ou outro de briguinha porque ela arrancou o brinquedo da mão dele ou porque ele queria o que ela estava brincando, mas nada demais...tudo dentro do esperado.

Até que ela ANDOU - Coisa mais linda e fofa desse mundo o andar meio cambaleante ainda, com as mãozinhas esticadas pra frente, uma fofura. Só que o André não achou graça nenhuma e resolveu demonstrar todo o ciúme que não havia demonstrado até agora.

Na primeira vez que ele andou e nos viu comemorando (eu e o maridão), ele abaixou a cueca e fez xixi no meio da sala. Ele já estava bem tranquilo com o desfralde, estavamos há umas três semanas sem nenhum acidente, ele pedia direitinho e estava usando fralda só pra dormir.

Só que agora deu uma regredida geral. Ontem "escaparam" três xixis na escola e incontáveis xixis em casa. E ele realmente verbalizou que não queria que a Nana andasse. É so ela começar a andar que ele começa a falar ou fazer alguma coisa pra tentar chamar a nossa atenção.

Fiquei tristinha, conversei bastante com ele, estamos deixando ele dormir no nosso quarto novamente (rsrsrs!), em um colchãozinho ao lado, porque realmente acho que ele está precisando dessa segurança agora. (Da outra vez ele foi tão fácil pra cama dele, com o lençol do Woody, que o máximo que vai acontecer é eu comprar um lenço dos "carros" ou do "Shrek" - as mais novas obsessões!! rsrsrs!)

Enfim, só mais um post desabafo para justificar o meu sumiço - estou cansadaaaaa! Voltei a andar com um paninho e desinfetante o dia todo atrás dele...rsrsrs!

E o aniversário da minha gata está chegando e já estou toda chorosa, emocionada e com a impressão que o primeiro ano dela passou muito mais rápido que o do André. Disse ontem que tenho a impressão que o André ficou recém-nascido por uns 5 anos, mas a Mariana já vai fazer um ano, assim só uns 2 ou 3 meses após o nascimento.
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quinta-feira, março 24, 2011


Cara de pau

Como eu já disse em outra oportunidade, eu tenho em casa um exemplar de menino malandro e cara de pau. rs!

Hoje foi assim:

- Filho, não senta no encosto do sofá que vc pode cair...
- André, desce daí, filho...não tá legal isso...
- Filhooooo, senta direitinho no sofá...

Uma hora a mãe não aguenta (deveria, mas não aguenta...rs!):

- ANDRÉÉÉÉÉÉÉ, VC TÁ ME OUVINDOOOO???

- Eu to ouvindo, Fiona, mas é que vc tá falando com o André e eu não sou o André, eu sou o Shuek (Shrek)!!!!

Posso com isso??? Sr. Respostinha-pra-tudo-igual-ao-pai em ação!!! rs!
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segunda-feira, março 21, 2011


Rótulos

Uma das coisas mais deliciosas e ao mesmo tempo complicadas da maternidade é entender a personalidade da criança, deixá-la ser como é e não como gostaríamos que ela fosse e aprender a lidar com o jeitinho da criança sem julgamentos.
Com duas crianças, a comparação é inevitável - um é mais calmo, outro é mais genioso, um é carinhoso e outro é tímido e assim por diante. Acho delicioso reparar nas semelhanças e diferenças entre os pequenos.
O que me preocupa é criar um rótulo na criança. Por exemplo, se ficarmos repetindo que o fulano é tímido cada vez que não quiser cumprimentar alguém, o fulano vai crescer aceitando que é tímido mesmo. Ou então, se a mãe repete o tempo todo que a fulaninha é muito medrosa, a fulaninha simplesmente entenderá que é medrosa mesmo, sem nunca se esforçar pra mudar essa característica.
É claro que se fosse simples assim, era só ficarmos repetindo todas as qualidades que gostaríamos que o filho tivesse e ele passaria a ter. E embora eu ache que as qualidades devam ser valorizadas, acredito que rotular, mesmo que a qualidade, tb seja perigoso.

Pesquisando sobre o assunto, encontrei um texto** muito bacana que diz:

"Quando adjetivos positivos são usados, o agraciado acaba se convencendo de que é superior - e seus colegas de que dificilmente o alcançarão. "Além de tirar a autocrítica do sujeito, ele pode se tornar incapaz de refletir sobre as próprias ações, deixando de se arriscar naquilo em que não se sairia tão bem. Isso quando não fica incapaz de lidar com as frustrações", alerta Sonia Losito, doutora em Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No caso das famas negativas, o mais provável é que o estudante se sinta preso ao juízo de valor. Chamar um aluno de burro é o mesmo que dizer que ele não se adapta ao mundo escolar. "As crianças não são iguais. Têm ritmos, jeitos e modos diferentes de aprender. Mas todos são capazes", defende Divani Nunes, formadora do Grupo de Apoio Pedagógico da rede municipal de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
"

Eu acho que o grande perigo é a criança viver em função dos rótulos que recebe e crescer com medo de "frustrar" os outros, deixando ser aquilo que esperam que seja.

Por exemplo: O André sempre foi um bebê tranquilo e até hoje é super bonzinho. É educado, respeita as regras, pede desculpas quando faz alguma coisa errada e no geral, obecede super bem tudo o que falamos. Tem seus momentos de birra, como todas as crianças, mas não é uma criança difícil.
A Nana ainda é menorzinha, mas já conseguimos perceber algumas características muito claras. Ela não é tranquila. É geniosa - grita, berra e reclama quando contrariada e grita muito para chamar a atenção ou para que façamos na hora aquilo que ela deseja.

Não vejo problema algum em percerbermos e diferenciarmos as características de cada um (aliás, acho essencial reconhecer cada uma delas) para aprendermos a lidar com cada um do jeito que cada um necessita, mas não acho bacana ressaltarmos na frente deles que um é tranquilo e a outra é geniosa, que um é bonzinho e a outra é mandona e assim por diante.

Ela poderia crescer aceitando que é geniosa mesmo e que sempre ganha as coisas no grito e ele, quem sabe, poderia usar a condição de ser o bonzinho para conseguir o que quer. Claro que a gente não pode saber como cada um usaria as informações, mas acho que os rótulos são muito perigosos e acredito que devemos evitar ao máximo falar na frente das crianças sobre as suas características peculiares, que podem acabar sendo incorporadas e aceitas como verdadeiras.

É claro que isso não significa deixar de elogiar as boas atitudes e o bom comportamento e nem deixar de repreender os atos negativos, mas com o cuidado de não criar rótulos ou ainda tratar como se fosse o normal da criança dizendo frases como "vc sempre grita comigo" ou "vc nunca coloca os brinquedos no lugar certo". Essas palavras de "habitualidade" tb podem fazer com que a criança simplesmente aceite esse comportamento como sendo o seu normal.

O livro A auto-estima do seu filho, que eu já havia indicado AQUI, também fala sobre o assunto de uma forma muito bacana.
**texto na íntegra AQUI
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sexta-feira, março 18, 2011


Calminha

Vejam essa sequência de fotos e observem como a Nana é uma bebê tranquila e calma...rsrsrs!






Ela não se contenta em brincar, ela escala TUDO - pianinho, carro, moto e até casa do gato (com gato dentro, vejam um amarelo pela janelinha). Ela sabe super no sofá, sobe as escadas até o fim, mas, felizmente, ainda não tentou sair do berço.

Tranquilinha ela, né?? rsrs!

beijos e bom final de semana!
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terça-feira, março 15, 2011


Ele fala o C

Até outro dia, outro dia mesmo, semana passada, ele não falava a letra C e nem a letra G. A letra C era normalmente substituída por T e a letra G por D.

macaco era matato
cueca era tueta
gato era dato
a amiguinha Guigui era Didi

Eu perguntei pro pediatra e ele disse que até os 4 anos é super normal as crianças trocarem as letras e que, sozinho, ele perceberia o erro e corrigiria. Só salientou que nós deveríamos sempre falar do jeito certo, pra que ele pudesse perceber que falava errado.

Até que um dia, sem mais nem menos, ele me disse que estava com dodói na boCa. Quase cai pra trás, achei lindo, morri de orgulho e fui testando....acho que fiz ele dizer umas vinte palavras com C pra confirmar que ele sabia mesmo. E então testei o G e vi que o umbido tinha virado umbigo e a Didi passou a ser Guigui.
Fiquei morrendo de orgulho, achando ele esperto, lindo, inteligente, grande, moço, adulto e ao mesmo tempo com medo de ele crescer muito rápido...snif, snif...

O importante disso tudo é que as minhas duas palavrinhas favoritas, continuam erradas, do jeito que eu amo.
"Adivinha" ele diz "adiavinha"! com um A onde não deve, mas fica tãoooo fofo....
Ele diz "mãe, adiavinha o que tem na minha mão" e eu já abro um sorrisão.

A outra é pinguim que ele diz PUDIM!!! Ou algumas vezes PIUDIM! Segredo bem baixinho: essas duas eu nunca corrigi....adoooooooooro! rsrsrsrs!

(ele era um bebezinho assim, até outro dia, eu juro!!! )
foto by Mari
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quinta-feira, março 10, 2011


Como você consegue?

Essa aí do título é a pergunta que eu mais ouço. A maioria das pessoas que descobre que eu não tenho babá e cuido sozinha dos dois me pergunta como eu consigo ou como eu dou conta ou ainda pergunta se eu ainda não enlouqueci.
E eu fiquei pensando nisso, nas milhões de razões que me fizeram optar por não ter babá e cuidar sozinha dos pequenos e cheguei a conclusão de que eu consigo e não enlouqueço porque faço isso por OPÇÃO.
O que quero dizer é o seguinte: eu OPTEI por parar de trabalhar e OPTEI por não ter babá. Eu não tive essa condição imposta por ninguém, mas fiz essa escolha porque eu quis e não me arrependo nunca. Acho um privilégio poder cuidar dos meus pequenos e estar presente em todas as oportunidades.
É claro que eu me canso, é claro que tem horas que eu quero fugir, é claro que é uma delícia quando alguém ajuda e quer dar comida ou banho ou trocar fraldas, claro...mas não me importo de fazer tudo isso todos os dias porque acho que as obrigações são mínimas se comparadas ao prazer de poder vivenciar todo o resto.
Só porque eu sempre me gabei de nunca ter recebido nenhum comentário de anônimos chatos, ontem eu recebi um dizendo mais ou menos assim: "você faz tudo parecer fácil, quem lê o seu blog acha que ser mãe é super tranquilo e que nada é difícil. Você quer mostrar que vc não se cansa, não fica nervosa, que seus filhos não fazem nada errado e que vc nunca precisou dar bronca neles." No final ainda dizia pra eu "acordar pra vida porque pintar a maternidade assim de cor de rosa é um desrespeito".
Cara, só me deu vontade de rir...tá na cara que essa pessoa não lê meu blog. Eu reclamo horrorres, já reclamei de sono, de birras, de não saber como agir, de refluxo, de manha...nossa, já reclamei tanto que nem tenho como me lembrar de tudo, mas apesar de todas as reclamações normais, eu acho mesmo que ser mãe é uma delícia e embora canse bastante, acho uma delícia fazer tudo o que eu faço, todos os dias.
A Nana sozinha dá trabalho de 4 bebês juntos - demora pra dormir, é um mini furacão (pensamos em mudar o nome dela pra Katrina), sobe em tudo, coloca tudo na boca, já aprendeu a subir e descer do sofá - só que não se contenta em subir, quer subir, ficar em pé e dar um 'mosh' no chão - sério, é doidinha!!! Sobe escadas, puxa o rabo dos gatos, fica em pé no tico-tico do André, sobe no pianinho, entra na cabaninha de bolinhas e joga todas as bolinhas pra fora... ligada no 220v.
O André tem 2 anos e meio, contesta tudo, faz birrinhas, fala chorando pra conseguir as coisas, pergunta tudo, ouve tudo, repete tudo - uma fase que precisa de atenção constante, respostas o dia inteiro, argumentação pra tudo (tudo, eu digo tuuuuuuuuudo - almoçar, tomar banho, ir pra escola, tomar água, tudo na base do convencimento)
Enfim, dá trabalho, claro. Muitas e muitas vezes eu já chorei de cansaço...é normal. Mas eu acho sim, que o outro lado é muito mais interessante e gostoso...
A Nana é alegre, cheia de vida, ri de tudo, já está ensaiando os primeiros passinhos, aprendeu a falar não com a cabeça, fala "mamamama" o dia todo, aprendeu a falar "bicho", a dar tchau, bater palminhas, dança ao som de qualquer musiquinha, coloca o telefone da orelha e fala alô e tem o sorriso banguela mais lindo que eu já vi na minha vida.
O André é inteligente, articulado, fala o dia inteiro, quer saber tudo, tem uma memória incrível, está apaixonado pelo mundo das motinhos e dos carrinhos, quer saber o nome de todas as coisas em inglês, quer ser o homem aranha e dar soco no bandido, me chama de linda quando eu começo a dar bronca, dorme fazendo carinho no meu cabelo, come super bem, é educadinho, é super carinhoso e fofo com a irmã e tem o sorriso dentucinho mais lindo que eu já vi na minha vida.
Como eu posso enjoar disso tudo? Eu não só dou conta, como gostaria que eles ficassem bebês por mais uns 5 anos.

E ainda carrego os dois no colo ao mesmo tempo, tá? humpf!
rsrsrs



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quarta-feira, março 09, 2011


Carnaval

Teve bailinho de Carnaval na escola do André e todos foram fantasiados. Entrei com ele na escola e fui narrando todas as fantasias que estavamos vendo. "Olha o Woddy, o Buzz, o pirata, o super-homem, a Branca de Neve, a Bela, a Cinderela, a bailarina, o cowboy, etc."


E a conclusão do meu homem-aranha: "Mãe, fantasia de menina é muito boba, só tem princesa".
Quem sou eu pra discordar?? rsrsrs!

Chegando lá no Rio, a Naninha ganhou da Tia Lu uma coroa de princesa e asas de borboleta:


O André ganhou uma peruca moicano, mas não quis nem provar:

E passamos 4 deliciosos dias chuvosos no Rio. Hoje está sol por lá, mas isso eu prefiro nem comentar.... :-))
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quinta-feira, março 03, 2011


Pediatra

Eu tenho ouvido umas histórias de pediatras que me deixaram de cabelo em pé. É tão importante escolher um bom profissional, ter empatia, sentir segurança, confiança, saber que a pessoa é disponível, que não se importa em responder todas as nossas dúvidas....são tantas e tantas coisas importantes na hora de escolher e mesmo tomando todos os cuidados, é cada uma que se ouve por aí...

Pediatra 1
O sujeito teve a capacidade de dizer para uma mãe, com uma filha de quase 6 meses - "Sua filha tem 1 semana para aprender a bater palmas, o prazo é 6 meses"

Preciso comentar o tamanho do absurdo?? Tudo é errado, o prazo, a cobrança e, especialmente o fato do cara preocupar a mãe quando ele deveria ser a pessoa que para a tranquilizar dos tantos absurdos que se ouve por aí. Além do mais, até parece que o desenvolvimento motor e neurológico da criança se mede exclusivamente pela capacidade de bater palmas aos SEIS meses ...afe, socorro!

Pediatra 2
A mãe perguntou se poderia dar ao bebê um biscoitinho, do tipo 'maizena', para a criança treinar a habilidade de levar à boca sozinha. O pediatra respondeu que "maizena" era perigoso e sugeriu que ela desse bolacha champanhe! Isso, aquela mesmo, toda coberta de açucar!!!
Esse mesmo senhor disse à mãe que ela não precisava dar só laranja lima, mas que poderia dar qualquer outra, com um pouquinho de açucar!!!
Esse bebê tem OITO meses!!!

A sorte é que nos dois casos, os pais são pessoas esclarecidas, informadas e inteligentes, que perceberam o tamanho do absurdo. Mas e se não fossem? Estariam dando açucar a um bebê de oito meses e até passando a informação adiante....
MEDO desses profissionais!!!
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