terça-feira, setembro 28, 2010


Luta livre

Está aberta a temporada de luta livre.
Semana passada o Dedé levou uma mordida de uma amiguinha na escola. Ficou a marca "reloginho" no braço dele e ele ficou todo sentido, mas disse que a amiguinha pediu desculpas e que ele desculpou.
Eu expliquei que a amiguinha tinha feito uma coisa feia, que ela não pode morder os amiguinhos, mas que ele foi muito bonito em ter desculpado.

Ontem eu chego na escola para buscá-lo e a professora dele me conta que ele bateu em três amiguinhos, um deles a amiguinha que o havia mordido. Fiquei espantada, ele nunca foi disso. Voltei o caminho todo conversando com ele. Primeiro eu perguntei por que ele havia batido e ele respondeu: "porque o Dedé foi feio" rs! Então perguntei se ele havia pedido desculpas e ele disse que sim.

Expliquei que não podia bater em ninguém, que era uma coisa muito feia. Só que ele resolveu que quer bater mesmo e esses dias tem batido em mim algumas vezes.

Eu sou super contra bater, radicalmente contra. Não acredito na palmadinha educativa, ainda que não machuque, acho humilhante e acho desrespeitoso. Também sou contra gritar e acho que tudo deve ser resolvido com uma boa conversa, em tom sério (claaaaaaaro que já gritei, não gostaria de ter gritado, mas não sou de ferro e já perdi a paciência algumas vezes e gritei sim, mas tenho raiva de mim por isso, afinal sou eu a "madura" nesse relacionamento). Só que NUNCA, nunca bati, nem um tapinha, nada e pretendo continuar sempre com essa postura. E tenho orgulho de poder usar o argumento "a mamãe te bate?", ele diz "não" e eu digo "o Dedé tb não pode bater na mamãe". E tem funcionado até que bem, alguns minutos depois ele me beija e pede desculpas.
Agora estou na fase de dizer que não adianta pedir desculpas e depois fazer novamente, mas que ele tem que pedir desculpas e não fazer mais, porque eu fico muito, muito triste quando ele bate.

Depois de muita conversa hoje e ontem pela manhã, ele me disse a caminho da escola: "O Dedé não vai bater em nenhum amigo e a mamãe não vai ficar muito, muito triste".

Ele é tão fofo e tão docinho que eu realmente espero que essa fase de tapinhas passe logo.
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18 comentários:

Lia disse...

Rê, assim que der, acho que seria legal colocá-lo numa lutinha, judô ou coisa assim. Eles aprendem a liberar a energia e a agressividade com respeito ao outro.

Camila disse...

Eu acho que vc está super certa em como vem conduzindo essa questão, as conversas devem ser frequentes e temos que ter a maior paciência do mundo até que aqueilo tudo "entre" na cabecinha deles e eles consigam entender esse assunto "sério", não é mesmo??
Bjos para vcs!!
Camila
www.mamaetaocupada.blogspot.com

piscardeolhos disse...

que amado!
(mesmo em fase batedoura/batedeira)
aqui em casa, noah deu pra bater no pai EEE expulsá-lo do quarto.
sei que é fase, mas vai explicar pro pai expulso.

Avassaladora disse...

Ai, Renata, estou passando por essa fase também e confesso que é muito dificil não perder a paciência, tenho tentado bastante.

Andréa disse...

Tudo isso é super normal.
O instinto de se defender independe do que vc vem conversando com ele.
Tem criança que é maldozinha sim,mas ele só quer se defender.
E acaba se atrapalhando e dando uns tapinhas na mamãe.
Deixa eu contar uma bem rápida pra vc.
A gente só tinha o Adriano,ele sempre foi super tranquilo,nunca bateu,até o dia do passeio ao zoológico.
Ele ficou alucinado com a onça e disse que queria morar com ela.
A gente,com toda paciência do mundo e até achando engraçado demais,explicou que não podia.
Pois ele deu uma mordida no braço do meu marido tão forte que o coitado tem a cicatriz até hoje.
Meu marido quase surtou de dor e de raiva e deu uns tapas bem dados na fralda.
Meia hora depois ele não lembrava de mais nada e nós dois estávamos no chão,morrendo de dóe culpa.
Vai com calma que tudo vai dar certo no final.
Esse Dedé é o máximo.
Saudade de vcs.
Beijos.

Fabi disse...

Como falei para a Flavia, ahhh estas fases...
Cada uma pode até durar pouco tempo, mas como quase não tem intervalo entre elas, parece que duram para sempre...rsrs

Paloma, a mãe disse...

A fase de te bater passa, sim, desde que vc imponha logo os limites. Quanto a bater e apanhar dos amiguinhos, isso ainda vai acontecer algumas vezes, pois são crianças e na maioria das vezes se entendem melhor com a loinguagem corporal que a falada. Faz parte do desenviolvimento deles. Mas é claro que nós estamos aqui para dizer que não pode, que é feio, mas não acho que seja o caso de castigar (a não ser que vc presencie a cena).
Beijos

Pati disse...

ele é tão fofo, vai passar já já esta fase!
O Jr AMOU o seu novo sobrenome: tio Jr "que consertou meu carro"!
bjs

Carol Garcia disse...

Ai Re...
que fase.
isaac não briga na escola, ams em casa fica testando os limites, querendo bater na gente e nos cachorros.
uso a mesma estratégia que vc.
força aí!
bjocas

Mãe do Pitoco disse...

Meninos são mesmo cheios de testosterona e logo percebemos isso. É natural e saudável até. Mas se vc achar que está passando do limite, uma atividade física ou mesmo uma brincadeira bem cansativa todos os dias com o papai podem ajudar. Beijos nesta família linda.

Mãe do Pitoco disse...

Ah! Tb sou da turma "bater jamais". Pra mim não faz sentido algum

Patrícia Boudakian disse...

Ai, Rê, são fases mesmo. Meu sobrinho passou por isso. É fogo, mas passa!

Beijos e saudades!

Dione disse...

Oi Renata!
Já leio o seu blog há um tempão, mas nunca lembrava de seguir ou colocar na minha lista de blogs.
Feito hoje!
Agora posso te visitar com mais frequência e ficar acompanhado suas histórias deliciosas!
Beijos!

Mamma Mini disse...

Rê, aqui em casa de vez em quando o David aparece falando que bateu em algum amigo ou que algum amigo bateu nele, isso é fisiológico, faz parte da idade deles, do relacionamento com o meio ambiente e cabe a nós mães (e as tias da escola) colocarmos os limites,eu odeio violência e tal mas sou totalmente contra também meu filho ser o "espancado" da escola, então ensino diariamente também que bater é feio, que não pode bater no amigo e tal, mas se alguém bate nele eu falo pra ele empurrar e dizer para eu não gostei! Porque acho que eles também tem que aprender a se defender, por mais que a gente seja mãe de paz, não bata neles e tal, nem todas as mães são assim e nem todas as crianças são assim, eles fazem para testar, lei da ação e reação e passa, vai passar, sei como vc se sente, a gente a ve a criaturinha mais fofa e amada do planeta em casa e aí sabe que foi pra pancadaria com amigo e fica passada... mas vai passar Rê, e é isso, vai pontuando e colocando limites, mas ensine ele a se defender também! (se bem que acho qeu ele já sabe rs rs , eu acho melhor....)bjs!

Milenα disse...

Olá ;D Depois de várias tentativas frustradas eu não desisti e resolvi tentar de novo com o Blog da Laurinha *---*

Já somos seguidoras desse LINDO blog ;D

Esperamos a sua visitinha

Beijos

Mih e Laurinha

Alice B. disse...

Olá, tudo bem? Me chamo Dani e vim aqui indadir seu blog para te convidar para ler e seguir o blog de um livro que estou criando. Desde já, estou seguindo teu blog. E já agradeço. Abaixo o Link do blog onde estou postando o livro " o espelho de Alice B." Que é a história de uma jovem que ao chegar á fase adulta se lembra de abusos na infância.
O enredo é um pouco forte, mas, nada mais é do que uma história baseada em fatos reais. Postei 3 capíulos já, e os capítulos anteriores se encontram na sildbar, abaizo do about me.
Te aguardo lá. Beijos Dani


http://espelhodealiceb.blogspot.com/

Sarah disse...

Bento também tem dessas às vezes, apesar que ele mais morde do que bate. Também faço como vc, fico firme, seguro a mãozinha dele, digo que não pode. Tem mesmo que ter paciência e explicar pro Dedé que isso não é legal. Do jeito que ele é fofo, logo logo essa fase passa. Parabéns pela postura!
beijos

DOIS BABÕES E UM BEBÊ JÁ GRANDINHO disse...

Bruno só apanha, em casa ele é super valente, na escola apanha e não revida.
É muito ruim ver o filho apanhar e não se defender.
Confesso que já falei para ele revidar quando o coleguinha bater...estou errada, eu sei. Também reclamei na escola, com a "tia" e com a diretora.